projeto do mês TATTOO

Projeto do mês | Com José Almeida

Projeto do mês

Desafia-te

O Projeto do Mês é um desafio do Piranha Tattoo Studios, que pretende arriscar na conceção de “Tatuar/Amor à primeira vista”

Dirige-se a todos os amantes de tatuagens que gostem de ser surpreendidos, apreciem diferentes estilos, peças arrojadas, e com coragem suficiente para tatuarem algo que não idealizaram, nem poderão alterar, mas com que se identifiquem de forma arrebatadora desde o primeiro momento.

Pensem numa tatuagem única, irrepetível, desenhada mensalmente e de forma rotativa pelas veias criativas dos artistas, num momento inspirador de criação. 

Acrescentem a essa mistura “explosiva” um encontro inesperado com o projeto do mês através das redes sociais, associado a um desconto no preço final, e perceberão que o amor à primeira vista tem sempre um motivo (in)explicável que o justifique! 


projeto do mês | Dragão japonês | Tattoo
Nuno Pacheco


Foi exatamente o que aconteceu ao Nuno Pacheco, ao cruzar-se nas stories do instagram com um dragão inspirado no estilo japonês, do qual é incondicionalmente fã, que o @josealmeida_artista tinha concebido um mês antes do início desta pandemia!

O Nuno é natural de Guimarães, vive na Suíça, e adora tatuagens. Sobretudo por apreciar a beleza da arte/imagens no corpo e não tanto por representarem algo que se relacione com acontecimentos ou situações de vida.

É a segunda vez que tatua no Piranha Tattoo Studios, e por ser o seu estúdio de referência em Portugal, há uns anos, fê-lo deslocar-se três vezes diretamente da Suíça a Viseu para tatuar o samurai que ostenta no ombro e parte do braço.


A paixão pelas Tattoos



Sendo o seu estilo preferido o japonês, aprecia tudo o que se relacione com samurais, dragões, cobras, etc., e a ideia com que partiu para esta aventura foi a de completar uma “manga”, interligando o dragão com a outra tatuagem que havia feito anos antes. 

Tal como muitos que estarão a ler o artigo, o Nuno assumiu desde o primeiro minuto da nossa conversa, que ao ver a proposta do José Almeida se identificou de imediato com o desenho/projeto, desejando agarrar a oportunidade, independentemente de vir a ter ou não um desconto atrativo associado.


José Almeida – o Autor


O José Almeida, artista residente mais antigo do estúdio, foi o primeiro a lançar-se neste desiderato de idealizar uma obra com a qual se identificasse e que pudesse ser colocada à disposição dos clientes como “Projeto do Mês“. 

Assim nasceu o dragão nipónico, ornamentado pelo traço pessoal que o caracteriza enquanto artista, e que acabaria no antebraço do Nuno, de forma quase inesperada. 

Neste episódio de partida, podemos afirmar que, fazendo jus ao Cardume Piranha, se juntou “a fome com a vontade de comer”, tendo o nosso “Guerreiro” Nuno de Guimarães mergulhado nas profundezas dos desafios da Piranha, para se superar a si próprio, e agarrar a obra/dragão que emergiu deste projeto! 

O repto está lançado. Fica atento(a)… Quem sabe se não poderás ser o(a) próximo(a) a mergulhar nesta demanda!

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Bite Now!


Autor: Luís Leitão

Nota do autor: Um agradecimento especial ao Nuno, pela disponibilidade e simpatia para conversar connosco, apesar dos muitos quilómetros que teve de fazer até Viseu, e de nesse mesmo dia o esperar uma maratona de horas a tatuar. 


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Tatuagens Cravadas na Pele

Tatuar da Alma ao Coração

 

Não há músculo mais perfeito, nem mesmo mais importante… 

No CORAÇÃO cabe um mundo de emoções e de razões, e em cada batimento a vida vai e volta à procura de conhecer a real felicidade! 

Esse pulsar circulatório é feito de altos e baixos (sístoles e diástoles), em muito influenciados pelos milhões de sentimentos que o cérebro processa a cada momento. 

É precisamente aqui que o cortisol, hormona vital do stress, das vidas à pressa, das complicações dos trabalhos, da falta de descanso, das correrias desenfreadas, se esbarra com a história incrível que vos trazemos em seguida. 

Um homem, um amigo e fã incondicional da Piranha, Nuno Bizarro, quis partilhar connosco o combate mais incrível com que se deparou até hoje, a luta pela própria sobrevivência, quando a traição inesperada do seu coração quase lhe separou o corpo da mente. 

Felizmente, a vontade de viver superou os minutos em que a morte o invocou, e sobreviveu para tatuar e partilhar parte da “imortalidade” que as tatuagens lhe trouxeram à pele e ao espírito. 

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A interpretação incrível do Tiago Dot faz-nos repensar as prioridades e perceber que entre o que somos e o que temos há um corpo e uma alma que necessitam de um coração feliz!

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Acompanhem-nos nesta história incrível de vida e de superação.

Foi assim, na primeira pessoa …

 


“O dia 7 de fevereiro de 2014 foi um dia marcante para o resto da minha vida…

Aos 39 anos sofri um enfarte do miocárdio a que, milagrosamente, sobrevivi.


No entanto, obrigou à colocação de cinco stents no coração e à passagem por um período de sofrimento e transformação pessoal impossível de descrever por palavras, ainda que ricas de significado ou adjetivação.

No final de aproximadamente cinco meses após o (primeiro) enfarte tive dois outros episódios, que determinaram a realização, ao todo, de cinco procedimentos de cateterismo, múltiplos exames intrusivos, privações físicas indescritíveis, níveis de dor/sofrimento que nenhum ser humano deveria experimentar e, sobretudo, a real possibilidade de cada nascer ou pôr do sol poder vir a ser o último.


Todos os dias passaram a ser vividos de uma forma profundamente simbólica, desagarrado da matéria e fortemente voltado para a dádiva, amor, carinho e dedicação que pudesse aportar em cada gesto, em benefício de terceiros. 

Larguei vícios antigos (e sim, é possível deixar de fumar, só porque queremos), cuidei da minha alimentação, procurei ser mais sincero comigo próprio (perdi o filtro que me impedia muitas vezes de dizer o que devia), aprendi a dizer “não” de uma forma muito natural e, com alguma coragem (gestão articulada em família), decidimos mudar de rumo profissional e de cidade, na procura de um reinício. 

Contudo, foi muito difícil expressar aos amigos e família que, tendo um emprego considerado de topo, pretendia abdicar dessa segurança profissional, percorrer um caminho no gabinete da segurança social (num período de desemprego) com apresentações periódicas obrigatórias, e começar tudo de novo… 

Não obstante as circunstâncias, havendo força de vontade, resiliência, coragem e sacrifício, certamente conseguiremos alcançar o desafio a que nos propomos. O importante é definir o que pretendemos de verdade e não desistirmos de dar o(s) passo(s) mais importante(s) para alcançar tais objetivos.


Há muitos anos que admirava a arte de tatuar, e este episódio marcante da minha vida deu-me a coragem/impulso que faltava para concretizar esse sonho de infância. 

Após um par de meses a pesquisar o conceito do trabalho que pretendia fazer (sim, é importante que se perceba bem o que se pretende tatuar, ainda que hoje nada tenha um carácter perene), bem como o local e artista que teria o dom de me poder cravar na derme a representação perfeita da imagem que visualizara do meu “instante de renascimento”, a decisão estava tomada. 

Dessa indagação e busca, confesso que aprendi muito sobre a arte da tatuagem, tendo passado a respeitar ainda mais os artistas que possuem a faculdade inenarrável de tatuar com a mescla de tinta e sangue que se vai formando na pele, mantendo a capacidade de criar linhas perfeitas, geométricas ou realistas, equiparadas às melhores imagens que possam ser decalcadas de uma forma mecânica.


A descoberta do Piranha Tattoo Studios

O Estúdio Piranha Tattoo foi a escolha perfeita para a minha entrada neste mundo das tatuagens, em convergência com o significado máximo de tal acontecimento. 

A crescente e substancial admiração pelos profissionais da Piranha, aliado à certeza de que uma histórica épica nunca se esvanece, fez nascer a minha excecional relação com este local único em Viseu, que tão bem transporta para o Mundo esta arte milenar. 

Assim, sob o comando da máquina e agulhas do Erich Rabel fiz a minha primeira tatuagem, que representa o renascer e o reaprender a ser um humano, sob condição de uma vida que não se repete duas vezes. 


A obra de arte é extraordinária!




Espelha de forma magistral o que me pesava na alma quando tentava descrever ao Erich o que pretendia cravar na pele para o resto da vida… No final, inquestionavelmente, melhor resultado seria impossível!


E quanto ao futuro, não o deitemos a perder a lutar desenfreadamente por um presente que se esgota em microssegundos. 


Percebamos os nossos limites, amemos a vida, família e amigos. Ao darmos esse passo, seguramente, evitaremos um sentimento de arrependimento, nosso ou de quem cá fica, muitas vezes inultrapassável.

Sejam felizes!”

Autor: Luís Leitão

Nota do autor: Um agradecimento e reconhecimento especial ao nosso cliente e amigo Nuno Bizarro, pela disponibilidade para partilhar a sua história e participar/redigir parte do artigo na primeira pessoa.


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