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Tatuar da Alma ao Coração

Não há músculo mais perfeito, nem mesmo mais importante…

No CORAÇÃO cabe um mundo de emoções e de razões, e em cada batimento a vida vai e volta à procura de conhecer a real felicidade! Esse pulsar circulatório é feito de altos e baixos (sístoles e diástoles), em muito influenciados pelos milhões de sentimentos que o cérebro processa a cada momento.

É precisamente aqui que o cortisol, hormona vital do stress, das vidas à pressa, das complicações dos trabalhos, da falta de descanso, das correrias desenfreadas, se esbarra com a história incrível que vos trazemos em seguida. Um homem, um amigo e fã incondicional da Piranha, Nuno Bizarro, quis partilhar connosco o combate mais incrível com que se deparou até hoje, a luta pela própria sobrevivência, quando a traição inesperada do seu coração quase lhe separou o corpo da mente.

Felizmente, a vontade de viver superou os minutos em que a morte o invocou, e sobreviveu para tatuar e partilhar parte da “imortalidade” que as tatuagens lhe trouxeram à pele e ao espírito.

A interpretação incrível do Tiago Dot faz-nos repensar as prioridades e perceber que entre o que somos e o que temos há um corpo e uma alma que necessitam de um coração feliz!

Acompanhem-nos nesta história incrível de vida e de superação.

“Todos os dias passaram a ser vividos de uma forma profundamente simbólica, desagarrado da matéria e fortemente voltado para a dádiva, amor, carinho e dedicação que pudesse aportar em cada gesto, em benefício de terceiros.”

Foi assim, na primeira pessoa...

 “O dia 7 de fevereiro de 2014 foi um dia marcante para o resto da minha vida… Aos 39 anos sofri um enfarte do miocárdio a que, milagrosamente, sobrevivi.

No entanto, obrigou à colocação de cinco stents no coração e à passagem por um período de sofrimento e transformação pessoal impossível de descrever por palavras, ainda que ricas de significado ou adjetivação.

No final de aproximadamente cinco meses após o (primeiro) enfarte tive dois outros episódios, que determinaram a realização, ao todo, de cinco procedimentos de cateterismo, múltiplos exames intrusivos, privações físicas indescritíveis, níveis de dor/sofrimento que nenhum ser humano deveria experimentar e, sobretudo, a real possibilidade de cada nascer ou pôr do sol poder vir a ser o último.

Todos os dias passaram a ser vividos de uma forma profundamente simbólica, desagarrado da matéria e fortemente voltado para a dádiva, amor, carinho e dedicação que pudesse aportar em cada gesto, em benefício de terceiros.

 

Larguei vícios antigos (e sim, é possível deixar de fumar, só porque queremos), cuidei da minha alimentação, procurei ser mais sincero comigo próprio (perdi o filtro que me impedia muitas vezes de dizer o que devia), aprendi a dizer “não” de uma forma muito natural e, com alguma coragem (gestão articulada em família), decidimos mudar de rumo profissional e de cidade, na procura de um reinício.

 “...havendo força de vontade, resiliência, coragem e sacrifício, certamente conseguiremos alcançar o desafio a que nos propomos...”

Contudo, foi muito difícil expressar aos amigos e família que, tendo um emprego considerado de topo, pretendia abdicar dessa segurança profissional, percorrer um caminho no gabinete da segurança social (num período de desemprego) com apresentações periódicas obrigatórias, e começar tudo de novo… 

Não obstante as circunstâncias, havendo força de vontade, resiliência, coragem e sacrifício, certamente conseguiremos alcançar o desafio a que nos propomos. O importante é definir o que pretendemos de verdade e não desistirmos de dar o(s) passo(s) mais importante(s) para alcançar tais objetivos.

Há muitos anos que admirava a arte de tatuar, e este episódio marcante da minha vida deu-me a coragem/impulso que faltava para concretizar esse sonho de infância. Após um par de meses a pesquisar o conceito do trabalho que pretendia fazer (sim, é importante que se perceba bem o que se pretende tatuar, ainda que hoje nada tenha um carácter perene), bem como o local e artista que teria o dom de me poder cravar na derme a representação perfeita da imagem que visualizara do meu “instante de renascimento”, a decisão estava tomada.

Dessa indagação e busca, confesso que aprendi muito sobre a arte da tatuagem, tendo passado a respeitar ainda mais os artistas que possuem a faculdade inenarrável de tatuar com a mescla de tinta e sangue que se vai formando na pele, mantendo a capacidade de criar linhas perfeitas, geométricas ou realistas, equiparadas às melhores imagens que possam ser decalcadas de uma forma mecânica.

A descoberta do Piranha Tattoo Studios

O Estúdio Piranha Tattoo foi a escolha perfeita para a minha entrada neste mundo das tatuagens, em convergência com o significado máximo de tal acontecimento. A crescente e substancial admiração pelos profissionais da Piranha, aliado à certeza de que uma histórica épica nunca se esvanece, fez nascer a minha excecional relação com este local único em Viseu, que tão bem transporta para o Mundo esta arte milenar. 

Assim, sob o comando da máquina e agulhas do Erich Rabel fiz a minha primeira tatuagem, que representa o renascer e o reaprender a ser um humano, sob condição de uma vida que não se repete duas vezes.

A obra de arte é extraordinária!

Espelha de forma magistral o que me pesava na alma quando tentava descrever ao Erich o que pretendia cravar na pele para o resto da vida… No final, inquestionavelmente, melhor resultado seria impossível!

E quanto ao futuro, não o deitemos a perder a lutar desenfreadamente por um presente que se esgota em microssegundos. 

“Foi um momento completamente inesquecível, que me marcou em todos os sentidos, e me deixou com vontade de voltar...” 

Percebamos os nossos limites, amemos a vida, família e amigos. Ao darmos esse passo, seguramente, evitaremos um sentimento de arrependimento, nosso ou de quem cá fica, muitas vezes inultrapassável. Sejam felizes!”

Autor: Luís Leitão

Nota do autor: Um agradecimento e reconhecimento especial ao nosso cliente e amigo Nuno Bizarro, pela disponibilidade para partilhar a sua história e participar/redigir parte do artigo na primeira pessoa.

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